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Adidas, nanotecnologia e paixão pelo esporte

Um time de Rugby, seus torcedores e uma camiseta. Ou melhor, não é uma camiseta. Em uma ação que mistura paixão pelo esporte e nanotecnologia, a Adidas inova mais uma vez. Impossible is Nothing.

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It's not a trip

Bolsas e malas podem ser muito mais do que acessórios para viagens. São capazes de contar histórias. Dos consumidores e da marca. Confira as jornadas da Louis Vuitton na web.

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Meu jeans, meus genes, meu DNA

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Categorias Distintas, Posicionamento Híbrido

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Adidas, nanotecnologia e paixão pelo esporte

Um time de Rugby, seus torcedores e uma camiseta. Ou melhor, não é uma camiseta. Em uma ação que mistura paixão pelo esporte e nanotecnologia, a Adidas inova mais uma vez. Impossible is Nothing.

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adidas, branding, web

Adidas, nanotecnologia e paixão pelo esporte

June 22nd 2009 | Posted by Tiago Moresco

Último da série ‘acadêmica’, digamos assim, este post fala sobre as conexões entre a Adidas, a paixão pelo esporte e a nanotecnologia.

Trata-se de uma ação desenvolvida pela agência TBWA\WHYBIN para o time neozelandês de Rugby , o All Blacks, patrocinado pela marca das três listras. O hotsite não está mais no ar – leva ao site da Adidas na Nova Zelândia -, pois se tratava de uma ação temporária, mas os vídeos e fotos ajudam a contextualizar.

Home

Batizada de “This is not a Jersey” , ou, em tradução livre, “Isto não é uma camiseta”, esta ação assemelha-se conceitualmente a uma das obras do pintor René Magritte, importante expoente do movimento surrealista.

Em sua obra Ceci n’est pas une pipe (do francês, Isto não é um cachimbo), Magritte ironiza o objeto de sua pintura, afirmando que este não é o que parece ser – um cachimbo -, sugerindo uma possível conotação ao órgão sexual masculino. Já a Adidas, nesta ação, sugere que a camiseta do time All Blacks não é somente uma simples camiseta – e há coerência nesta afirmação.

Magritte

O hotsite da ação permite que os torcedores registrem seus nomes para que façam parte da camiseta do time. Mas não se trata de uma simples estampa; os nomes dos torcedores são impressos nos fios que compõem o tecido da camiseta, graças à nanotecnologia (adiThread).

YouTube Preview ImageFoi possível imprimir o nome de 4 milhões de torcedores nos fios das camisetas utilizadas pelo time comandado pelo capitão Richie Mccaw.

adithread

texto

Desta forma, a Adidas valoriza a ação e, nitidamente, foca a construção dos textos e imagens em aspectos emocionais, já que trata-se de uma equipe esportiva, que possui torcedores e que lida com a paixão pelo esporte.

Nesta ação, há, na verdade, 2 marcas: Adidas e All Blacks. A Adidas coloca, literalmente, o torcedor no DNA da marca All Blacks. O mais interessante e surpreendente desta ação é o fato de, através da tecnologia, os torcedores poderem estar a todo o momento em contato com os jogadores do seu time, afina seus nomes estão impressos nos fios que compõem as camisetas usadas por eles. Constitui-se aí, portanto, um importante espaço para a produção da subjetividade, tanto por parte dos torcedores – que têm seus nomes impressos nas entranhas das camisetas usadas por seus ídolos – quanto para os jogadores – que têm depositada em suas camisetas toda a confiança e apoio dos torcedores.

Os jogadores, por sua vez, reforçam o posicionamento da campanha, onde cada um grava um depoimento em vídeo, segurando a sua respectiva camiseta e iniciando a fala com “This is not a Jersey”.

YouTube Preview ImageHá ainda uma funcionalidade especialmente elaborada para os pais: a possibilidade de enviar fotos de bebês vestindo a camiseta do All Blacks, fomentando o hábito de os pais incentivarem seus filhos a torcerem pelo mesmo time. Em suma, com esta ação, a Adidas parece ter entendido, de fato, a paixão que permeia o relacionamento entre torcedores e seus times e se apropriou de uma estratégia inovadora para fortalecer estes laços, permitindo o estreitamento da relação entre o público e seus ídolos.

branding, web

It’s not a trip

June 16th 2009 | Posted by Tiago Moresco

Bueno, dando sequência à transformação de partes do meu tcc em posts aqui pro blog, quero falar sobre uma marca que foge um pouco às regras do mercado de luxo – a Luis Vuitton, que vende, dentre outros artigos, bolsas e malas para as peruas mundo afora. É interessante notar como a marca consegue manter a sinergia de suas mensagens mesmo quando utiliza diferentes meios de comunicação.

Antes de começar a falar sobre como comunica seu posicionamento através de diferentes ações, quero resgatar um pouca da história da (na verdade, do) Louis Vuitton.

o início

O cara que deu nome à marca era chamado para embalar a bagagem da imperatriz Eugénie a cada vez que viajava. Algum tempo depois inaugurou uma loja – que existe até hoje – no centro de Paris, onde produzia baús e malas para as dondocas da época.

YouTube Preview Image

Nota-se, portanto, que as viagens sempre estiveram junto à proposta central da Louis Vuitton. Tanto é verdade que, quando a loja de Paris estava em reformas, a fachada foi encoberta por uma grande mala.

biggest bag

Contextualizada parte da história da marca pertencente ao grupo LVMH – maior conglomerado de marcas de luxo do mundo, vale dizer -, quero passar à análise de uma ação de comunicação digital lançada no ano passado.

Elaborada pela Ogilvy Paris, integrante do grupo WPP, a ação Journeys (do inglês, jornadas) mostra importantes cidades sob a ótica de personalidades famosas.

journeys

A ação retrata cinco jornadas – que têm como “guias” cinco diferentes personalidades – através de vídeos que combinam capturas e fotografias, sempre embalados por trilhas sonoras instrumentais. Nao sei o motivo, mas quando voltei ao site para escrever este post, percebi que só duas jornadas estão disponíveis. Mas, enfim, vou falar sobre todas que pude observar há alguns meses. Francis Ford Copolla – cineasta norte-americano – é responsável por conduzir os usuários pelas ruas de San Francisco. Keith Richards – guitarrista loucão dos Stones – é quem mostra as intimidades de Londres. Mikhail Gorbachev – importante figura do cenário político russo – apresenta os contrastes entre uma Moscou cosmopolita que ainda revela resquícios da Guerra Fria. Já Catherine Deneuve – atriz francesa – é quem acompanha os usuários por um passeio através das ruas de Paris. Andre Agassi – ex-tenista – e sua esposa Steffi Graf são os encarregados de mostrar Nova York. Por fim, Sean Conery – o eterno Bond – te leva pra dar uma banda por Edimburgo. É importante explicar que cada uma destas personalidades retrata a sua cidade de nascença.

Este vídeo explica bem o significado da palavra Journey.

As jornadas constituem o ponto fulcral desta ação, apresentadas por diferentes personalidades que foram cuidadosamente selecionadas pela Louis Vuitton, de forma que são praticamente ícones da marca e das cidades que apresentam. Em Journeys, tudo conecta-se de alguma forma – sejam os vídeos ou as mensagens. Como dito no início do post, Louis Vuitton foi um importante fabricante de artigos para viagens e as Jornada são a evolução do conceito de viajar.

Ainda, a marca lança anualmente seu próprio guia de viagens, que abrange importantes cidades de todo o mundo e apresenta dicas de pontos turísticos e lugares exclusivos para visitação, reforçando o luxo e a exclusividade.

city guide

Por estes fatores – e, obviamente, por se tratar de uma marca de luxo, onde seus atributos intangíveis influenciam muito mais o processo de compra do que o produto, bem tangível – a Louis Vuitton não necessita mostrar seus produtos a todo o momento. Eles fazem parte da narrativa, ajudam a contar a história da marca. Ao invés de mostrar toda a sua coleção de produtos, a marca optou por revelar somente aqueles artigos ligados às jornadas – bolsas, malas e relógios – corroborando, novamente, para a solidez de suas mensagens.

coppolla

Com esta ação, através das narrativas engendradas pelas personalidades em suas diferentes cidades, a marca reforça as sensações e emoções que permeiam seus produtos que, por sua vez, ampliam e qualificam atributos intangíveis, diretamente ligados às experiências e emoções.

Ao contrário dos produtos, a produção visual não é sofisticada. Mescla capturas de vídeo do tipo “câmera na mão”, fotografias das cidades e narrações em primeira pessoa (voz off), justamente para dar um tom pessoal à narrativa e revelar a essência das cidades, além de aproximar os consumidores à experiência vivida pelas personalidades.

Paris

Pelo fato de as personalidades tratarem das cidades como seus lares, surgem aí fortes conexões subjetivas- especialmente para os consumidores e usuários que vivem nestas cidades -, ligadas aos territórios e espaços físicos e às respectivas relações de pertencimento evocadas pela dinâmica da narrativa. De uma forma geral, as personalidades falam sobre as coisas e lugares que mais apreciam em suas cidades, locais que gostam de freqüentar, seus hábitos de vida e o prazer que sentem em regressar aos seus lares após uma viagem, ou, neste caso, uma jornada.

Assim, como em Journeys o usuário é instigado a viajar junto com as personalidades que apresentam suas cidades, ele também está exposto aos estímulos, lembranças e imagens que fazem parte deste cenário, ou seja, agentes produtores de subjetividade que permeiam as cidades e as personalidades em questão.

Pra finalizar, fica um teaser da nova ação – Journey Beyond – que será lançada dia 20 de Julho em comemoração ao 40º aniversário da missão Apollo 11. Dica do Brainstorm #9.

YouTube Preview Image

* com informações da Wikipedia e fotos do Flickr (slider)